Troca no BC argentino não altera política econômica
Na tentativa de encerrar o impasse causado pela possível saída de Redrado, Boudou pediu que não se politize o assunto. "Não façam politicagem barata com questões de Estado. Vamos seguir avançando", afirmou o ministro.
Kirchner e Redrado se desentendem desde o final do ano passado. O presidente do Banco Central insistem em usar recursos da reserva nacional para o pagamento da dívida externa. A pressão de Kirchner gerou mal-estar na Argentina e fez com que o ministro Boudou concedesse entrevista coletiva para falar exclusivamente sobre o assunto.
A ideia de trocar Redrado por Blejer foi divulgada pelo chefe do Gabinete da Presidência, Aníbal Fernández. Segundo Fernández, Blejer já aceitou o convite. Boudou também disse que Redrado aceitou renunciar, mas setores ligados ao presidente do Banco Central não confirmam.
Os assessores de Kirchner afirmam que as normas para a política econômica são fixadas pela presidente da República. De acordo com Fernández, não obedecer nem respeitar isso significam uma ameaça à ordem democrática, o que pode levar a um "Estado anárquico".
A pressão pela troca de comando do Banco Central da Argentina surge no momento em que outra crise ocorre no país. A presidente Kirchner foi surpreendida com sinalizações de seu vice-presidente, Julio Cobos, de pretende concorrer às próximas eleições. No caso, Cobos seria adversário de Néstor Kirchner, ex-presidente da República e marido da atual chefe de governo. As informações são da Agência Brasil.
(Redação - Agência IN)
