Dólar valorizado penaliza negócios e Ibovespa cai 2,27%
Diante das sinalizações de melhora da economia e redução da deterioração do mercado de trabalho norte-americano, dada pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) ontem, os "investidores temem um reajuste antecipado nos juros, o que acabou pressionando as bolsas", avaliou Bruno Lembi, sócio da M2 Investimentos.
Segundo Lembi, a alta nos juros deixaria "menos vantajosa" as operações de "carry trade", na qual os investidores realizam empréstimos nas economias que oferecem os menores juros para fazer investimentos nos mercados acionários de países emergentes. Entretanto, ele acredita que essa discussão seja "muito prematura", uma vez que prevê somente para o segundo semestre de 2010 e, mais provavelmente, 2011 a escalada dos juros nos EUA.
Este cenário, no entanto, levou ao fortalecimento da moeda norte-americana, penalizando as commodities. Assim, as blue chips Vale e Petrobras amargaram perdas acentuadas na sessão. As ações preferenciais da mineradora caíram 3,42%, vendidas a R$ 41,45; enquanto que as da petrolífera recuaram 2,61%, cotadas a R$ 36,87, em consonância com cotação do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo WTI caiu 0,04%, cotado a US$ 72,63 na Bolsa de Mercadorias de Nova York.
No mesmo sentido, os papéis preferenciais da Usiminas e Gerdau depreciaram cerca de 0,97% e 2,07%, respectivamente.
Merece destaque as ações do grupo Fleury, que iniciou hoje as negociações no Novo Mercado da BM&FBovespa - sob o código FLRY3. Os papéis da companhia avançaram aproximadamente 14,06%, para R$ 18,25.
(Micheli Rueda - Agência IN)
