Ibovespa sobe com setor bancário e renova máxima do ano
"Os mercados acionários ainda repercutem a renegociação da dívida do Dubai World, e a bolsa brasileira está pegando carona. Depois de uma mudança no cenário em função de Dubai, os investidores voltaram a repercutir a melhora da economia mundial", disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da Corretora Souza Barros.
O analista complementou ainda que os índices acionários norte-americanos "estão pesados" devido a dados econômicos que desagradaram o mercado. Dentre eles, a consultoria ADP informou hoje que o setor privado cortou 169 mil postos de trabalho em novembro quando comparado com o mês anterior. Já os números de outubro foram revisados em 8 mil vagas, passando de 203 para 195 mil.
Outro índice que influenciou o desempenho foi o de estoque de petróleo. As reservas da matéria-prima avançaram 2,1 milhões de barris na semana encerrada no dia 27 de novembro, na comparação com a semana anterior. Com isso, o preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em janeiro, recuou 2,2%, cotado a US$ 76,62 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês).
Os investidores também avaliaram o Livro Bege do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O documento apontou que as condições econômicas do país melhoraram modestamente desde o último documento.
O comportamento do petróleo acabou refletindo nas ações preferenciais da Petrobras negociadas no Índice Bovespa. No término das negociações, os papéis recuaram 0,95%, para R$ 39,41.
O que ajudou a segurar o movimento positivo do Ibovespa foi o comportamento das ações do setor bancário. As preferenciais do Itaú Unibanco subiram 1,14%, enquanto que as da Itaúsa cresceram 1,90%.
De acordo com analistas, os papéis deste segmento foram impulsionados pela notícia de que a Caixa comprou 49% do Banco PanAmericano. O valor da operação é de R$ 739,2 milhões.
(Déborah Costa - Agência IN)
