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Dólar se estabiliza em dia de agenda cheia

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SÃO PAULO, 2 de dezembro de 2009 - Deixando de lado os problemas da Dubai Word, os investidores se concentraram nas mudanças da General Motors (GM) e nos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. O resultado foi discretas oscilações no dólar e falta de tendência para as bolsas de valores mundiais. Por aqui, a moeda norte-americana fechou estável, vendida a R$ 1,723.

O presidente-executivo da GM, Frederick Fritz Henderson, abandonou o cargo depois do conselho de administração ter considerado que a maior fabricante de automóveis dos EUA não estava apresentando melhoras. Em conferência, o presidente Ed Whitacre Je. anunciou que assumiria interinamente as funções de Henderson e que seria lançado um concurso internacional para escolher o seu sucessor.

Do lado dos indicadores, levantamento da ADP Employment mostrou que foram eliminados 169 mil postos de trabalho em novembro, mais do que o previsto (150 mil), porém menos do que o apurado um mês antes (195 mil). O dado é considerado uma prévia do payroll que será divulgado na sexta-feira.

Ainda nos EUA, os investidores avaliaram o avanço de 2,1% no número de solicitações de empréstimos hipotecários. Logo mais, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) divulga o Livro Bege - uma espécie de sumário sobre as condições da economia norte-americana. Na última edição, em outubro, o documento mostrou que os 12 distritos regionais apresentaram estabilização ou melhora modesta em muitos setores da economia, além de apontar que os gastos de consumo estavam apáticos em muitas regiões do país.

No Brasil, as atenções recaíram para o fluxo cambial. Em novembro, o saldo estava positivo em US$ 3,558 bilhões até o dia 27, cerca de um quarto do ingresso líquido de US$ 14,598 bilhões registrado em outubro. Desde janeiro, o fluxo cambial acumula sobras no valor de US$ 26,414 bilhões.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)