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Déficit habitacional cai para 5,5 milhões de moradias

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SÃO PAULO, 2 de dezembro de 2009 - Pela primeira vez desde o início dos estudos sobre o tamanho do déficit habitacional brasileiro, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) concluíram o estudo com os números relativos aos anos de 2007 e 2008, que dão uma dimensão mais aproximada da realidade das carências habitacionais no país.

A nova estimativa é de que em 2008 houve um déficit habitacional de 5,572 milhões de unidades habitacionais (queda de 3,3% em relação a 2007).

Este número é a soma de 3,552 milhões de moradias inadequadas (aumento de 1,6%) com 2,020 milhões de famílias em coabitação que manifestaram o desejo de se mudar (queda de 10,8%).

Em 2007, o déficit habitacional foi de 5,760 milhões de moradias. Este número é a soma de 3,495 milhões de moradias inadequadas com 2,265 milhões de famílias em coabitação que manifestaram o desejo de se mudar.

Vale destacar que 80% do déficit habitacional nacional é constituído por famílias com renda de até 3 salários mínimos. Segundo o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, este fato reforça a tese de que apenas uma política de Estado, que subsidie a habitação de baixa renda e ultrapasse o período do mandato do governo de plantão, será capaz de proporcionar moradia digna a todos os brasileiros.

"A base dessa política é garantir recursos permanentes do orçamento para subsidiar a moradia para as famílias que não têm capacidade de assumir as prestações de um financiamento imobiliário. Neste sentido, defendemos a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Habitação, que destina 2% da arrecadação da União e 1% daquela dos Estados e Municípios aos Fundos de Habitação de Interesse Social, pelo prazo de 20 anos ou até que o déficit habitacional acabe, o que ocorrer antes", afirma o presidente do SindusCon-SP.

(Redação - Agência IN)