Setor de Telecom ainda demanda altos investimento no País
Os investimentos em telefonia e banda larga móveis são altos no País. Juntos, os setores já ultrapassaram a marca dos 75 milhões de acessos. Só em internet de terceira geração (3G), existem 8 milhões de usuários no País. O problema está no crescimento exponencial da demanda. A expectativa, segundo Tavares, é de que em 2015 sejam 70 milhões de pessoas usando banda larga móvel. Só no último mês de outubro, o mercado de celulares e internet móvel cresceu mais de 20%.
"As operadoras brasileiras investem mais que suas parceiras no Bric [grupo formado pelo Brasil, pela Rússia, Índia e China] e na Europa. O problema é que, para avançar, os investimentos têm que continuar altos durante muito tempo. Nós não temos o ambiente propício para isso", explicou o vice-presidente da GSMA.
De acordo com ele, alguns problemas geram um ambiente de insegurança para os investidores do setor, entre eles a alta carga tributária e elevadas taxas de importação de equipamentos. Além disso, algumas questões técnicas como a baixa oferta de backhall - rede de fibra ótica responsável pela velocidade de internet em uma vizinhança - também são gargalos que precisam ser resolvidos porque encarecem os investimentos e diminuem a qualidade do serviço prestado.
Em meio a essas questões, Tavares afirma que a ideia de criar um Plano Nacional de Banda Larga é um passo importante. "Nós estamos entrando num ciclo em que para ter o direito de ser cidadão no século 21, além de alimentação e saúde, será necessário também ter acesso à educação e à banda larga", avaliou Tavares.
Na opinião dele, o papel do governo federal deve ser o de facilitar essas questões cedendo, por exemplo, suas linhas de transmissão. "Se o governo utilizar sua infraestrutura para ser um dos fornecedores de backhall, aí é válido. Mas entrar na disputa pelo consumidor final irá distorcer completamente o mercado. Vai criar um risco maior para os investidores em vez de favorecer a ampliação dos investimentos", avalia.
O Plano Nacional de Banda Larga foi apresentado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última semana. Ele prevê, entre outras coisas, desonerações fiscais e o papel regulador do Estado na oferta do serviço. O objetivo é baratear e universalizar o acesso à internet rápida no país. As informações são da Agência Brasil.
(Redação - Agência IN)
