Fundos de DI seguem como opção segura
O conceito de marcação a mercado é muito importante, pois permite conhecer o valor atual real de fluxos futuros que compõem uma carteira, ou seja, o valor que se poderia obter no mercado na hipótese de realização dos ativos.
Para Colombo, os Fundos de renda fixa, deverão continuar apresentando muita oscilação devido aos juros futuros e a "marcação a mercado" de títulos prefixados e títulos que seguem outros índices. São opções de diversificação para investidores moderados e agressivos.
Os Títulos Indexados à variação do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) são opções para diversificação de portfólio, pois esses títulos estão rendendo na faixa de 5% a 6% ao ano, mais variação do IGP-M. Com o IGP-M de novembro apresentando inflação de 0,10%, apresentaram resultados bem abaixo dos demais tipos de fundos.
Os Títulos Indexados à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também são opções de investimento para diversificação de portfólio, pois os juros desses títulos estão rendendo na faixa de 5% a 6% ao ano, mais variação do IPCA. Com o IPCA de novembro projetado em 0,40%, apresentaram bons resultados.
A Poupança, em novembro, para caderneta com aniversário em 1° de dezembro, apresenta o rendimento líquido de 0,50%. Com a redução da taxa Selic, ficou interessante para investidores que não têm acesso a fundos DI ou renda fixa, com taxas de administração inferiores a 0,5% a 1,0% ao ano (movimentação em até 6 meses - alíquota de I.R. de 22,5%) ou 1,2% a 2,0% ao ano (movimentação acima de 2 anos - alíquota de I.R. de 15,0%).
Os Fundos Cambiais (dólar e euro) tiveram resultados diversos no mês de novembro. O euro se valorizou frente ao dólar no mês, apresentando bom resultado, enquanto o dólar, novamente caiu (até 27/11). Continuam como opção para diversificação de portfólio, como uma forma de seguro, para investidores com perfil conservador e moderado, com visão de longo prazo, caso o cenário continue incerto.
O ouro teve alta muito forte, no mês, de 13,83% (até 27/11), devido à alta valorização do metal no exterior, em razão da desconfiança em relação às principais moedas, principalmente ao dólar. Similar aos fundos cambiais, continua uma opção conservadora para diversificação.
Colombo comenta ainda que a bolsa brasileira teve alta expressiva no mês, de 9,00% (até 27/11), conforme ocorreu nas principais bolsas ao redor do mundo. Em termos estatísticos, a projeção para os próximos 12 meses, com nível de 95% de confiança, volatilidade do último ano e inflação projetada, é um ponto médio de 60.000 pontos para o Índice Bovespa, com máximo de 92.000 e mínimo de 29.000 pontos. O investidor, após essa alta, deve fazer uma venda parcial e gradativa da carteira de ações.
As bolsas mundiais tiveram excelentes desempenho, em razão do otimismo com a recuperação das principais economias. As opções com maior potencial de retorno são as bolsas do Reino Unido, Áustria , Holanda e Japão (países desenvolvidos) e Singapura, Malásia, Chile e Hong Kong (países emergentes).
Os imóveis comerciais mantêm-se, ainda, a preços históricos baixos, embora venham apresentando recuperação. Com a queda das taxas de juros, os investimentos em imóveis, para locação, começam a ficar atraentes, como alternativa de investimento para investidores conservadores e moderados.
(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)
