Em meio a instabilidade, Ibovespa recua 0,08%
As preocupações em torno de Dubai continuaram cercando os investidores durante a sessão. Mesmo com a informação de que o Banco Central da região vai apoiar as instituições financeiras locais, a cautela prevaleceu. Isso porque o diretor do departamento financeiro do Emirado de Dubai, Abdel Rahman Al Saleh, afirmou que o governo não dará garantia à gigantesca dívida do conglomerado público Dubai World.
"Os investidores não sabem exatamente qual a extensão do problema, mas dados sugerem que não é tão grande assim. No entanto, isso acabou trazendo volatilidade aos negócios", afirmou Bruno Lembi, sócio da M2 Investimentos.
Já nos Estados Unidos, as notícias foram mais animadoras, mas não o suficiente para ditarem o rumo dos negócios. O Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da atividade industrial de Chicago subiu para 56,1 pontos em novembro deste ano, contra 54,2 pontos no mês anterior. O número veio acima das estimativas dos analistas.
Enquanto isso no Brasil, o destaque ficou por conta da MMX Mineração e Metálicos. A companhia celebrou contrato de subscrição de ações com a Wuhan Iron and Steel (WISCO) para a realização, pela WISCO, de um investimento na MMX.
Além disso foi firmado um acordo de cooperação entre EBX Investimento e a WISCO para a formação de uma parceria para a construção e operação de uma planta siderúrgica no Distrito Industrial do Super Porto do Açu. Com isso, as ações preferenciais da MMX situaram entre as maiores altas do Ibovespa, com acréscimos de 2,91%.
Dentre as blue chips, as ações preferenciais da Vale e Petrobras terminaram com perdas de 1,23% e 0,25%, respectivamente. Já os papéis do setor bancário fecharam valorização. Os ordinários do Bradesco subiram 1,92%, enquanto que os preferenciais do Itaú Unibanco cresceram 0,52%.
Para Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor, mesmo com o mercado preocupado com o cenário externo, "a bolsa brasileira vem registrando comportamento positivo em função do bom desempenho das commodities, que por sua vez, são influenciadas pela desvalorização do dólar".
(Déborah Costa - Agência IN)
