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Preocupação com Dubai cede e Ibovespa avança 1,04%

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SÃO PAULO, 27 de novembro de 2009 - Revertendo a forte queda apresentada na sessão anterior, quando o temor do calote das dívidas de Dubai tomou conta dos negócios, o principal índice acionário da BM&FBovespa descolou-se das bolsas norte-americanas e encerrou a sexta-feira em alta, com os investidores retomando as compras. Ao final da sessão, o Ibovespa subiu 1,04%, aos 67.082 pontos. O giro da bolsa estava em R$ 4,59 bilhões. Na semana, o índice acumula ganho de 1,13%.

"Hoje foi um dia complicado, com o pregão reduzido nos Estados Unidos e ausência de indicadores na agenda", afirmou Álvaro Bandeira, diretor da Ágora Corretora, completando que mesmo assim a bolsa brasileira conseguiu firmar tendência positiva.

Além disso, Bandeira avalia que o movimento observado ontem foi "exagerado e corrigido neste pregão". Outros analistas também especulam que Dubai sairá enfraquecido desta crise, mas que não deverá quebrar graças ao apoio de seu vizinho, o Emirado de Abu Dhabi.

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou ainda que a moratória anunciada pelo governo de Dubai para pagamento de dívidas do fundo de investimentos Dubai World não deve preocupar o governo e os bancos brasileiros. Para Meirelles, o evento é um alerta contra o "excesso de euforia".

Internamente, o desempenho das blue chips contribuiu para o avanço do Índice Bovespa. As ações preferenciais da Petrobras subiram 1,17%, cotadas a R$ 38,90, mesmo com o recuo do preço do barril de petróleo em Nova York. Já os papéis preferências da Vale ganharam 0,98%, vendidas a R$ 42,90.

Com o maior ganho dos destaques de alta do Ibovespa, as ações da Cemig tiveram acréscimo de 4,88%, negociadas a R$ 31,15. Segundo o diretor da Ágora Corretora, em momentos de estresse no mercado financeiro, os investidores tendem a buscar refúgio em papéis mais conservadores, caso do setor elétrico. As ações da Cemig foram seguidas pelos papéis da NET (PN +3,58%) e da Brasil Telecom (ON +3,53%).

Na outra ponta, os papéis preferenciais da Eletropaulo caíram 1,47%, aos R$ 34,14, configurando a maior baixa do Índice Bovespa; acompanhada das ações preferenciais da TAM e ordinárias da Cyrela, que tiveram retração de 1,19% e 0,89%, respectivamente.

(Micheli Rueda - Agência IN)