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Inflação aponta alta e desemprego recua

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Jornal do Brasil

RIO - Com a alta de preço dos alimentos, a prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA-15, subiu 0,44% em novembro, ante a aceleração de 0,18% registrada em outubro, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em novembro de 2008, o índice havia sido de 0,49%. O IPCA é usado pelo governo para definir as metas oficiais de inflação.

Entre janeiro e novembro, a inflação é de 3,79%, abaixo dos 5,79%, do mesmo período do ano passado. Em 12 meses fechados até a primeira quinzena de novembro, a taxa ficou em 4,09%, abaixo do resultado do mesmo período imediatamente anterior (4,14%).

De acordo como IBGE, os alimentos puxaram o indicador. Os preços desse grupo subiram de 0,25% para 0,39%, de outubro para novembro. O tomate liderou a alta, com aumento de 26,99%, seguido pela gasolina, que ficou 1,36% mais cara (influenciada pelo álcool, em alta de 9,13%). No período, também ficaram mais caros a cebola (19,05%), a batata inglesa (9,63%) o açúcar refinado (4,51%), o óleo de soja (3,74%) e as carnes (1,07%).

Também subiram os preços de automóveis novos em 1,11% e das passagens áreas, em 18,03%. O consumidor paga mais também por artigos de residência (0,53%), vestuários (0,63%) e teve gastos elevados com despesas pessoais (0,36%). Para o cálculo do IPCA-15 o IBGE coletou preços entre 14 de outubro e 13 de novembro.

Vagas

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país recuou para 7,5% em outubro, menor patamar desde dezembro passado, mas há sinais de perda de qualidade no mercado de trabalho, segundo o IBGE. Em setembro, a taxa estava em 7,7%.

Outubro registrou a primeira queda no emprego com carteira assinada desde 2004 e a ocupação caiu tanto em relação a setembro (recuo de 0,1%) quanto ao mesmo mês de 2008 (baixa de 0,3%). A população ocupada atingiu 21,505 milhões nas seis regiões. Os trabalhadores os com carteira no setor privado (formal) somam 9,5 milhões e os empregados sem carteira (informais) são cerca de 2,6 milhões.

Parte desse pessoal está indo trabalhar por conta própria disse o economista do IBGE Cimar Pereira Azeredo.