Alimentos voltam a subir e aceleram prévia da inflação oficial
Agência Brasil
RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou em novembro para o maior patamar desde maio, refletindo a reversão da queda dos alimentos e uma aceleração dos custos de combustíveis e carros. O indicador teve alta de 0,44% neste mês, ante avanço de 0,18% em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
Os preços do grupo Alimentação e Bebidas subiram 0,39% neste mês, contra queda de 0,25% no anterior. Outra pressão veio de Transportes, que acelerou a alta para 0,95% em novembro, ante 0,18% em outubro.
- A alta da gasolina (1,36%) decorreu do impacto do aumento do preço do litro do álcool, que passou a custar 9,13% a mais. Além disso, influenciando o grupo Transporte, os automóveis novos tiveram seus preços acrescidos em 1,11%, enquanto as passagens aéreas atingiram alta de 18,03% - afirmou o IBGE em nota.
Desses dois grupos vieram as maiores pressões individuais do mês: tomate e gasolina, com contribuição de 0,06 ponto percentual cada para a taxa do IPCA-15. A alta dos automóveis reflete a retirada gradual, a partir de outubro, da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor automotivo.
Os preços de Vestuário também ficaram maiores, com alta de 0,63% neste mês, contra 0,51% no passado, assim como os de Artigos de residência, com avanço de 0,53% em novembro, ante 0,03% antes.
"Grande parte dos aumentos são transitórios, como transportes e alimentos, mas o comportamento de artigos de residência precisa ser monitorado nos próximos meses, para ver se há sinais de pressões de demanda por conta da recuperação econômica", disse Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.
O IBGE acrescentou que por outro lado, Habitação registrou uma desaceleração significativa do aumento de preços, para 0,16%, ante 0,47% em outubro. No ano, o indicador acumula alta de 3,79%. Em 12 meses, a elevação é de 4,09%.
O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, que é usado como referência para a meta de inflação do País. A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.
