Após ajuste de posições, bolsa sobe 0,48%

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SÃO PAULO, 6 de outubro de 2009 - Movimento de ajuste é como os analistas de mercado caracterizaram o comportamento da bolsa brasileira durante a sessão. No final dos negócios, o Ibovespa terminou em alta de 0,48%, aos 62.670 pontos, acompanhando o bom humor externo. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 6,56 bilhões.

"Hoje ocorreu uma realização de lucros natural na bolsa brasileira, não teve nada que chamou a atenção. O mercado passou o dia inteiro pesado, tanto que a bolsa não conseguiu firmar alta superior a 1%", afirmou Adriano Moreno, estrategista da Futura Investimentos.

Segundo Moreno, existe uma grande expectativa em torno dos resultados trimestrais norte-americanos referentes ao terceiro trimestre de 2009. "A perspectiva para os balanços é positiva", acrescentou, lembrando que eles funcionarão como um 'driver' para os agentes.

Esta visão é compartilhada também por Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da Corretora Souza Barros. "A bolsa está passando por uma realização de lucros, movimento que só não é mais forte por conta do fluxo de recursos que consegue absorver esta realização", disse.

No âmbito corporativo, os investidores monitoraram a notícia de que o Banco do Brasil (BB) constituiu duas subsidiárias integrais - BB Seguros Participações e BB Aliança Participações. A instituição também manifestou interesse em adquirir por meio da BB Seguros a totalidade das ações detidas pela SulAmérica na Brasilveículos. Hoje, as ações ordinárias do banco terminaram entre as maiores quedas do índice acionário (-1,29%), vendidas a R$ 30,45.

Outras empresas do setor bancário também figuraram entre as mais desvalorizadas. As ações preferenciais do Itaú Unibanco recuaram 1,36%, cotadas a R$ 36,20, enquanto que as preferenciais do Bradesco caíram 1,47%, vendidas a R$ 36,11.

Dentre os destaques positivos do Ibovespa ficaram papéis do setor de varejo. Os ordinários das Lojas Renner registraram expansão de 3,51%, para R$ 33,90, acompanhados pelos preferenciais das Lojas Americanas, com valorização de 2,60%, negociados a R$ 12,60.

No cenário externo, sem indicadores de peso agendados na sessão, os investidores acompanharam a decisão de política monetária do Banco Central da Austrália. A entidade anunciou que elevou a taxa de juros para 3,25% ao ano, tornando-se a primeira grande economia ocidental a aumentar os juros.

(Déborah Costa - Agência IN)