Dólar cai quase 1% e fecha na mínima em 1 ano
REUTERS
SÃO PAULO - O cenário otimista nos mercados internacionais e a entrada de recursos no mercado doméstico fizeram o dólar renovar nesta segunda-feira o menor valor de fechamento em mais de um ano. A moeda caiu 0,96%, a R$ 1,762 na venda. É a menor cotação de encerramento desde 8 de setembro do ano passado, quando terminou a R$ 1,735. Na mínima do dia, o dólar chegou a ter baixa de 1,01%.
"Hoje todos os fatores colaboraram: bolsas em alta, dólar (lá fora) em queda, commodities avançando. O dólar (aqui) apenas refletiu o bom humor nos mercados", disse Rodrigo Nassar, gerente de mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora.
No começo do dia, o índice Reuters-Jefferies de commodities oscilava perto da estabilidade por causa da queda do petróleo, o que limitava a baixa do dólar no Brasil. Ao longo do dia, porém, o preço das matérias-primas ganhou força, com alta de 1,3% do índice, às 16h39.
Ao mesmo tempo, a queda da divisa dos EUA no exterior se acentuou, e os índices de ações no Brasil e em Nova York aceleravam a alta para 1%.
O mote para o otimismo era a esperança de uma boa temporada de balanços corporativos, além de números mostrando que o setor de serviços dos EUA expandiu-se pela primeira vez desde agosto de 2008 - diminuindo o mau humor do mercado após os dados ruins do relatório de emprego na sexta-feira.
Os investidores aproveitavam o ambiente mais calmo para aplicar em ativos considerados de maior risco, como moedas de países emergentes e commodities.
Como resultado, o dólar cedia ante moedas como o rublo russo, a rúpia indiana e o rand sul-africano, bem como frente a uma cesta com as principais divisas mundiais.
O gerente de câmbio de uma importante corretora em São Paulo ressaltou também a tendência de baixa para o dólar no curto prazo, diante da perspectiva de grandes montantes de recursos advindos de ofertas de ações e de emissões de dívida.
Analistas da Corretora Santander ratificam a aposta na valorização de ativos brasileiros, entre eles a moeda nacional, citando como componente favorável para tal os bons fundamentos da economia brasileira.
"Neste cenário, não faz sentido apostar contra a valorização dos preços destes ativos, como ações e a própria moeda do País", avaliaram em relatório.
