Prejuízos devem ser anulados em 12 meses

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SÃO PAULO, 15 de setembro de 2009 - Um ano após enfrentarem a maior crise financeira mundial desde a Grande Depressão de 1930, os mercados ainda passam por inseguranças quanto à recuperação da economia. Nesta terça-feira, completou um ano da quebra do Lehman Brothers, que colocou o mundo em pânico, estourando o risco de uma quebradeira sistêmica nos bancos e abrindo a fase mais aguda da Crise nos Estados Unidos.

Para o operador sênior da TOV Corretora, Júlio Mora, o pior da crise já passou e a tendência é de sucessivas boas notícias, apesar de que em alguns momentos haverá a realização de lucros.

"A crise parece ter passado, principalmente nos países emergentes como o nosso e em um período de médio prazo, teremos um novo recorde. "O Ibovespa deverá bater o seu marco histórico no período aproximado de 12 meses. O índice poderá cair apenas se houver um fato novo, caso contrário a tendência é de subida constante", avalia. Vale ressaltar que setembro estatisticamente é um mês de queda para a bolsa, porém, não é isto que estamos observando.

Segundo Mora, o investidor que se assustou com a turbulência e não mexeu nos papéis no período da crise, apenas ficou observando suas ações serem consumidas com a queda das bolsas deve ter paciência. "O pior já passou e em mais um ano os prejuízos deverão estar anulados", finaliza.

"Os papéis de primeira linha, os chamados blue chips, foram as que menos se recuperaram desde o início da crise e portanto, estas são a melhor opção de compra", observa, "As ações de segunda e terceira linha apresentaram uma forte recuperação desde o começo das turbulências. Algumas destas chegaram a subir 100% enquanto muitas das maiores empresas que compõe o Ibovespa valorizaram aproximadamente 40%", finaliza Júlio Mora.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)