Fecomercio sugere cautela com fim da recessão
Segundo a Federação, o dado negativo é de fato a ausência de recuperação industrial e de investimentos. "O cenário futuro permanece em aberto, dependente dos rumos e da capacidade de normalização do ritmo das atividades, em especial da indústria e, dentro dela, do segmento exportador. Espera-se que, após um semestre de manutenção do PIB através do consumo, os investimentos voltem a fluir principalmente no setor industrial", avalia.
O Consumo das Famílias continuou sustentando o crescimento, pela ótica da demanda, graças ao aumento da massa real de salários e principalmente pelo aumento do crédito para Pessoa Física. A Formação Bruta de Capital Fixo permaneceu no mesmo patamar do 1º trimestre de 2009, o que significa uma queda de 17% sobre o mesmo trimestre do ano passado.
Do cruzamento desses dois aspectos, é inevitável concluir-se que, se não houver a retomada de investimentos a médio prazo, será impossível manter os níveis de crescimento da massa apenas em função de reajustes e transferências sociais.
(Redação - Agência IN)
