Dólar segue bolsas e sobe no fim do dia
Apesar das notícias positivas vindas de diversas partes do mundo, a cautela continuou sendo palavra de ordem nas mesas de operações. Isto porque, prossegue as incertezas quanto ao ritmo de recuperação da economia mundial.
De acordo com a Fecomercio, ainda é difícil apontar quando a economia mundial conseguirá voltar a crescer aos níveis pré-crise. "Aparentemente, o pior já ficou para trás e essa tendência de retomada do avanço surge ainda timidamente", avalia. A Federação lembra que o nível de perdas financeiras foi tão grande que obrigou os bancos centrais a saírem de suas posições mais conservadoras e a adotarem medidas de salvamento de bancos para que o sistema financeiro permanecesse minimamente sólido.
Surpreendendo positivamente, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,9% no segundo trimestre em comparação com os três meses anteriores, encerrando o ciclo de recessão técnica.
Dados da China também surpreenderam para melhor. Na comparação contra igual período de 2008, a produção industrial cresceu 12,3% em agosto, enquanto o consenso era de alta de 11,8%, ao passo que as vendas no varejo subiram 15,4% (consenso 15,3%). Os investimentos fixos em ativos urbanos aumentaram 33% no acumulado do ano e a concessão de novos empréstimos, um dos dados mais esperados, somaram US$ 410,4 bilhões (consenso US$ 320 bilhões).
A deflação perdeu força na variação acumulada em 12 meses. Nos preços ao produtor, passou de -8,2% em julho para -7,9% em agosto (consenso era -7,8%). Os preços ao produtor passou de -1,8% para -1,2% no mês passado, quando o esperado era de -1,3%.
(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)
