Especialistas detabem como alavancar o varejo móvel

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SÃO PAULO, 10 de setembro de 2009 - Para que a mobilidade se alie definitivamente ao varejo e transforme 160 milhões de usuários de celular em consumidores de produtos, o diretor de estratégia e marketing de produtos da Accor/Ticket, Gustavo Chicarino, e o sócio-fundador da catarinense Wiaxis, Leonardo Rochadel, apresentaram hoje durante o Forum Mobile - Mobilidade + Negócios, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, os desafios e as dificuldades enfrentados pelas companhias para tornar isto realidade.

Segundo o executivo da Wiaxis - empresa que cria plataforma de distribuição de aplicações mobile para usuários - o Brasil é hoje o quinto maior mercado mundial de celular, posição que alcançou nos últimos cinco anos ao registrar um salto de usuários de 30 milhões de aparelhos para 160 milhões, com destaque para a penetração das classes C e D no mercado. De acordo com o executivo, a realidade é que estes usuários cada vez mais desejam fazer pagamentos via celular e são consumidores ávidos em adotar novidades.

'O celular tem sido visto não mais como apenas um canal e sim como ferramentas de negócios. Acreditamos que ao estimular o uso do sistema mobile commerce, esta tecnologia irá decolar, porque até então, o m-commerce ainda não se instalou no Brasil'.

Rochadel apontou ainda que os grandes desafios enfrentados tanto pelas empresas desenvolvedoras de softwares, como o usuário em geral, se concentram, principalmente, na falta de infraestrutura da telecomunicação no País. 'É preciso mais qualidade e disponibilidade de plataformas curtas, por exemplo. Além disso, os custos no Brasil são muito altos para se utilizar o tráfego de dados. Para se ter uma idéia, um estabelecimento que possui um aparelho para venda de recarga de celular a R$ 1 - no Nordeste este é o maior volume de transação de negócio - o dono deste comércio lucra apenas R$ 0,4'.

Na outra ponta, Gustavo Chicarino, da Accor/Ticket, apresentou aos presentes o recém-lançado Ticket Restaurante Mobile, uma nova forma de os usuários dos serviços da companhia pagarem suas refeições delivery de forma rápida, prática e segura, como apontou o executivo, afirmando a empresa contará até o final do ano com mais de mil equipamentos disponíveis e 500 estabelecimentos cadastrados.

Para entender como funciona, Chicarino explicou que ao solicitar um pedido em um destes restaurantes cadastrados, o cliente ao receber a refeição em casa, encontrará o entregador portando um celular próprio da empresa já com o valor na tela. O cliente terá apenas de digitar a senha do cartão em uma tela virtual, por meio de uma seta de navegação do aparelho, coibindo, desta maneira, a ação de fraudes, apontou o executivo, deixando claro que 100% das transações são criptografadas.

'Estamos dando algo que o consumidor dos nossos produtos não tinha, proporcionando mais praticidade ao seu dia-a-dia. Já o estabelecimento ganha mobilidade e também mais praticidade a um menor custo, devido valor cobrado pelos aparelhos que necessitam fazer uso do cartão para se efetuar a compra. Além disso, o comerciante não corre o risco de perder as transações on line e fica impossibilitado de fazer ligações ou mesmo se utilizar dos serviços de sms/mms', apontou Chicarino.

(Ciça Ferraz - Agência IN)