Dólar se ajusta, mas fluxo limita movimento

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SÃO PAULO, 10 de setembro de 2009 - O mercado de câmbio segue em movimento corretivo, após o dólar testar o piso de R$ 1,82. As expectativas de que a economia norte-americana sairá lentamente da crise econômica, como sugerido no Livro Bege, mantém o tom de cautela entre os investidores. No entanto, as perspectativas de continuidade de fluxo positivo em direção ao Brasil forçam as cotações para baixo. Instantes atrás, a moeda norte-americana cedia 0,33%, para R$ 1,83 na venda.

Embora a ata do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) tenha revelado que o país continuou se estabilizando entre julho e agosto, mostrou que os gastos com consumo seguem enfraquecidos, intimidando qualquer reação mais rápida do mercado depois das seqüelas deixadas pela recessão.

Entre os eventos do dia, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner depõe em audiência no Congresso sobre o Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (TARP). Na agenda, os pedidos semanais por seguro-desemprego recuaram em 26 mil na semana passada, para 550 mil. Já o déficit da balança comercial subiu 16,3% em julho, ao maior nível dos últimos seis meses, US$ 32 bilhões.

Por aqui, os analistas assimilam mais um índice de inflação e ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou mais que o esperado em agosto e atingiu o menor patamar em três anos ao avançar 0,15% no mês passado.

Na ata, o Banco Central avaliou que o efeito sobre atividade e preços decorrente das reduções de juros já implementadas neste ano precisam ser avaliadas com cautela para garantir a manutenção da inflação na meta até 2011. Semana passada, o Comitê optou por manter a Selic em 8,75% ao ano.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)