Dólar sobe, mas tendência é de queda
Mas especialistas destacam que no câmbio, a tendência natural do dólar ante ao real é para baixo, diante dos sólidos fundamentos macroeconômicos do País e da perspectiva de fluxo. É esperado até o fim do ano uma série de captações de empresas brasileira no mercado internacional.
"Além do real ainda sobrevalorizado, a parceria comercial com a China e o saldo da balança comercial, acima de US$ 20 bilhões, alimenta a expectativa de que vai continuar entrando dólares no País", lembra um operador. Ontem, a emissão de US$ 1 bilhão em bônus para 2019 da Vale movimentou o dia e deve abrir caminho para outras captações privadas nas próximas semanas. "Isto reforça a perspectiva de que deve continuar o fluxo positivo, o que alimenta a tendência de baixa". Uma das operações, da CSN, deve atingir até US$ 750 milhões. Já a Brookfield Incorporações pretende realizar oferta pública primária de ações, com valor entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões.
Apesar das perspectivas mais otimistas, o fluxo cambial neste começo de mês está negativo em US$ 1,108 bilhão até o dia 4. Mantendo a rotina, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista, pagando taxa média de R$ 1,8377.
(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)
