Sinais contraditórios reforçam cautela

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SÃO PAULO, 20 de agosto de 2009 - A economia norte-americana voltou a trazer sinais contraditórios nesta quinta-feira, reforçando a volatilidade do pregão. No câmbio, o dólar oscilou entre R$ 1,833 e R$ 1,852 até fechar em leve baixa de 0,16%, vendido a R$ 1,844.

Nos EUA, enquanto as empresas continuam mantendo o ritmo elevado das demissões - na semana passada, o número de cidadãos que foram em busca do seguro desemprego aumentou em 15 mil -, a atividade segue sinalizando que a economia se afasta cada vez mais do quadro recessivo que predominou nos últimos meses.

A atividade industrial na região da Filadélfia subiu para 4,2 pontos em julho, após ficar negativo em 7,5 pontos um mês antes. Além disso, os indicadores antecedentes, que sinalizam as tendências para a economia norte-americana nos próximos meses, avançaram 0,6% no mês passado quando comparado com junho.

Segundo a SulAmerica Investimentos, os indicadores norte-americanos reforçam a percepção de que a fase mais aguda da crise ficou para trás, mas também deixa claro que a saída da recessão deverá ser lenta, entremeada de avanços e recuos. "No atual estágio em que se encontra a economia dos EUA, o Fed deverá manter o foco em conter a ameaça da deflação, mantendo a política monetária acomodatícia por um longo período de tempo", observa.

Internamente, a pauta foi pouco movimentada e trouxe novos dados sobre o mercado de trabalho. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego recuou para 8% em julho - pelo quarto mês seguido de queda.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)