Crise: Krugman diz que asiáticos têm recuperação impressionante
Jornal do Brasil
RIO - O prêmio Nobel de Economia 2008, Paul Krugman, disse quarta-feira que a América Latina superará a crise mundial mais rápido que os países avançados, e ficará atrás apenas do progresso das economias asiáticas, que, em sua opinião, mostram sinais de uma alta impressionante.
O economista, que participa de um fórum de liderança em Bogotá, Colômbia, falou sobre o momento que a economia mundial atravessa e considerou que a América Latina está mais bem preparada para enfrentar a crise que em ocasiões anteriores.
Krugman ressaltou que embora os mercados emergentes mostrem certa melhoria, o que vai recuperar a economia mundial é que os grandes países se recuperem definitivamente.
Evolução abaixo do potencial
No que diz respeito às economias de Estados Unidos, Europa e Japão, o economista afirmou que neste semestre devem evoluir positivamente, mas provavelmente abaixo de seu potencial. Krugman observou que a China, que junto com a Índia foi apontada por especialistas como motor da recuperação econômica, investiu grandes somas para conseguir uma recuperação a longo prazo, enquanto o mercado hindu é dependente demais das exportações e dos serviços.
O diagnóstico global do acadêmico indica que a economia internacional se encontra no final da recessão e começa a ser detectada uma leve subida do crescimento econômico mundial, mas neste momento não foram geradas ainda forças suficientes para a recuperação.
África continua mal
Por outro lado, a economia sul-africana continua em recessão pelo terceiro trimestre consecutivo, com uma contração de 3% no Produto Interno Bruto (PIB) entre abril e junho deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo informações oficiais publicadas quarta-feira.
Segundo o Departamento de Estatísticas da África do Sul, a contração do PIB no trimestre anterior, no qual a economia do país retrocedeu 6,4% ante o primeiro trimestre, representa um ajuste sazonal do PIB real aos preços do mercado.
