Empresas ainda estão despreparadas para pandemia

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SÃO PAULO, 18 de agosto de 2009 - A proliferação do vírus da gripe A (H1N1), que ganhou status de pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), tornou-se também alvo de preocupação de empresas de todo o mundo. Isso porque eventos dessa proporção podem reduzir a força de trabalho a menos da metade e produzir outros efeitos que podem perdurar por um ano ou mais.

Dessa forma, diante dos potenciais impactos de uma pandemia, as organizações devem se conscientizar da necessidade de manter planos de ação efetivos que garantam a continuidade do negócio caso sejam vitimadas por situação do gênero. Este foi o tema do estudo Preparing for a pandemic, realizado pela Ernst & Young no primeiro semestre de 2009.

No estudo, medidas emergenciais e preventivas são listadas para empresas que já apresentam casos da doença e, principalmente, para aquelas que ainda estão em fase de prevenção. Segundo levantamento da Ernst & Young, as grandes companhias ao redor do globo estão em geral mal-preparadas para manter seus negócios em caso de piora da pandemia do vírus H1N1.

As principais áreas afetadas seriam a de pessoas, processos e tecnologia. O estudo ressalta o fato de que pandemias são eventos de características únicas, alterando completamente planos previamente adotados. "As empresas devem ter uma resposta rápida e incisiva à questão. Uma pandemia de gripe é um desastre que começa com a simples falta de pessoal, mas evolui a ponto de tornar impraticável o prosseguimento dos negócios. É um tipo de incidente que provoca danos significativos em componentes chaves do negócio com paralisação ou mesmo inviabilidade da continuidade da prestação de serviços", afirma Carlos Miranda, sócio da Ernst & Young no Brasil.

Avaliando todos os possíveis danos causados por uma pandemia, o estudo sugere às empresas, primeiramente, identificar os maiores riscos relativos à perda de pessoas e definir previamente procedimentos de contingência. 'A força de trabalho de uma empresa pode ser reduzida em até 50%, com reflexos, por exemplo, na disponibilidade de recursos profissionais de terceiros e na relação de equipes de vendas com clientes', afirma Miranda. Uma pandemia, diferentemente de outros desastres testemunhados nos últimos anos, como tornados e ataques terroristas, não tem restrição de local, podendo atingir uma empresa de qualquer ramo, situada em qualquer lugar.

O estudo conclui ainda que muitas empresas estão no estágio inicial de preparação para a pandemia. Suas principais atitudes seriam a formação de equipes para a avaliação dos perigos e o monitoramento permanente junto a organismos internacionais como a OMS (Organização Mundial da saúde), em virtude de novas descobertas sobre o vírus. "No curto-prazo, o relatório apresenta dicas de rápida implementação, como sistemas de chat interno/externo para não afastar completamente funcionários contaminados, constante avaliação dos funcionários e criação de páginas na intranet trazendo as últimas noticias sobre a pandemia".

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)