Calote em cartão de crédito nos EUA se estabiliza
REUTERS
NOVA YORK - A taxa de calotes com cartões de crédito nos Estados Unidos mostrou sinais de estar se estabilizando no último mês, o que indica que os consumidores americanos estão em melhores condições financeiras do que se temia, apesar do desemprego e da contração no setor imobiliário.
O Bank of America afirmou, em documento enviado a agência reguladora nesta segunda-feira, que os calotes com cartões de crédito caíram em julho, após vários meses de acentuada deterioração. JPMorgan Chase & Co, Citigroup e Discover Financial Services também informaram que o nível de maus pagadores caiu.
O Bank of America, banco com maiores taxas de calote e de inadimplência entre os principais emissores de cartões de crédito dos EUA, afirmou que sua taxa de provisões - dívidas que a empresa não espera que sejam pagas - baixou um pouco, para 13,81% em julho, de 13,86% em junho.
- Isso parece apenas confirmar o que ouvimos nas teleconferências do segundo trimestre, que as coisas parecem estar melhorando marginalmente - e eu enfatizaria marginalmente - do lado do consumidor - disse a fundadora da NAB Research, Nancy Bush, sobre o Bank of America.
Ainda mais encorajador foi o relatório do JPMorgan mostrando que os calotes caíram para 7,92%, de 8,04%, pelo segundo mês consecutivo, enquanto a taxa de calotes do Citigroup diminuiu para 10,03 por cento, de 10,51%.
A taxa de provisões da Discover caiu para 8,43%, de 8,75%.
Já a Capital One Financial resistiu à tendência, no entanto, e sua taxa líquida anualizada de provisões subiu para 9,83% em julho de 9,73% em junho.
Esses relatórios vêm apenas algumas semanas depois de a American Express gerar otimistmo entre emissores de cartões de crédito, após divulgar o segundo mês consecutivo de calotes em queda. A empresa afirmou que vê os primeiros sinais de melhora para o setor em 18 meses e enfatizou que a queda nas perdas não era algo sazonal.
Alguns analistas atribuíram a recente desaceleração nos calotes a efeitos sazonais, uma vez que os americanos usam a restituição de impostos para pagar suas dívidas, e preveem que os níveis de maus-pagadores vão continuar a subir até o final deste ano ou até o começo de 2010.
