Aversão a risco leva dólar a R$ 1,867
Influenciaram os negócios os números negativos da economia norte-americana, como a queda no sentimento do consumidor em agosto e o inesperado recuo nas vendas do varejo em julho, ambos divulgados na sexta-feira (14), assim como as preocupações recorrentes com a liquidez no mercado chinês.
Além disso, o desempenho pior do que o esperado do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão prejudicou os negócios. Entre abril e junho, a economia nipônica cresceu 3,7%, enquanto era previsto alta de 3,9%. Além de ter vindo um pouco abaixo do esperado, o número se deu em cima do tombo de 11,7% do PIB no primeiro trimestre.
Apesar dos dados ruins, o economista do Banco Schahin, Silvio Campos Neto avalia que não deveremos ter correções muito expressiva nos próximos dias. "Apesar de lenta, a recuperação da economia global persiste, o que mantém a intenção de compra das ações conforme os preços voltarem para patamares mais atraentes", frisa.
No Brasil, esta percepção se intensifica, diante das boas perspectivas para a retomada da economia doméstica nos próximos meses e do reforço do fluxo de capitais estrangeiros na Bovespa.
Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK corretora completa que ao longo da semana, a agenda internacional, com destaque para os indicadores da economia norte-americana, pode impedir uma realização mais expressiva, já que em linhas gerais devem ser positivos. "Mesmo se for este o cenário, a volatilidade deve continuar fazendo parte do contexto dos mercados e o viés deve tender ao negativo", frisa.
(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)
