Pior da crise ficou para trás, diz Anefac
O executivo ressalta que a inadimplência, após subir no período do agravamento da crise, começa a se estabilizar e tende a recuar daqui para a frente. Ele reiterou que as taxas de juros estão em queda acompanhando o comportamento da taxa básica de juros (Selic); os prazos do financiamento estão novamente se alongando após terem sido reduzidos no período da crise e ainda os spreads estão recuando por conta de uma competição maior no sistema financeiro.
Para Oliveira o consumidor brasileiro vai conviver daqui para a frente com uma situação nova, qual seja reduções dos juros das operações de crédito em patamares superiores às quedas da taxa básica de juros. Pois, durante muito tempo os consumidores conviveram com reduções das taxas de juros em patamares inferiores às quedas ocorridas na Selic (em vários momentos inclusive houveram quedas da Selic e aumento dos juros ao consumidor) e daqui para a frente deveremos ter reduções das taxas de juros seja para produção (pessoa jurídica) como para consumo (pessoa física) em patamares superiores ás quedas da Selic. "Deveremos inclusive ter períodos em que a Selic vai ficar inalterada e as taxas de juros das operações de crédito vão ser reduzidas", friza.
O executivo explica que tal fato vai ocorrer por conta de fatores como a taxa Selic em patamares que desestimulam aplicações em tesouraria, maior competição no sistema financeiro, melhora do ambiente econômico com menor risco de inadimplência, introdução do cadastro positivo e ainda baixo volume de crédito existente no país.
Outro fato é das taxas de juros se encontrarem em patamares elevados o que permite então reduções maiores, maior pressão do governo junto ao bancos para a redução do spread bancário.
(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)
