China reduzirá compra de minério e vai reativar minas
Jornal do Brasil
DA REDAÇÃO - O apetite da China pelo minério de ferro estrangeiro pode recuar cerca de 20% no segundo semestre, após compras recordes na primeira metade do ano, já que os altos preços à vista encorajam a reabertura de minas inativas no país, de acordo a Agência Reuters.
O maior fabricante mundial de aço vai importar 236 milhões de toneladas no segundo semestre, mostrou a média da pesquisa com oito analistas, contra 297 milhões de toneladas nos seis primeiros meses, com os estoques duas vezes mais altos do que o normal também pesando sobre as compras.
Mercado em alta
Os preços do minério de ferro no mercado à vista subirão para uma mediana de US$ 90 a tonelada entregue na China até o final deste ano, contra US$ 70 no final do primeiro semestre, conforme a demanda de fora dalí finalmente melhora, de acordo com média da projeção de cinco analistas.
A demanda por minério de ferro fora da China vai se recuperar dos níveis bastante deprimidos no quatro trimestre e primeiro semestre do ano que vem, conforme as siderúrgicas acabam estoques e elevam a produção disse Jim Lennon, analista do Macquarie.
A alta de preços à vista vai levar à reabertura de minas de minério de ferro domésticas, reduzindo levemente as exigências de importação e colocando um teto sobre os preços spot no final de 2009/início de 2010 em cerca de US$ 90 a US$ 100 por tonelada, incluindo o frete para a China explicou
Os preços à vista do minério de ferro estão no maior patamar em oito meses, sendo o minério com 62% de ferro negociado a US$ 89,50 a tonelada nesta semana, de acordo com o Steel Index.
Esse valor fica cerca de 15% acima do contrato referencial de 2009 que as mineradoras fecharam com siderúrgicas japonesas e sul-coreanas.
Divisão e incertezas
Apesar de a maior parte dos analistas concordar que os preços vão permanecer firmes até o final do ano, eles mostraram-se bastante divididos sobre 2010.
Os preços dos contratos, que caíram 33% no atual ano fiscal mas ainda estão no segundo maior patamar da história, devem permanecer inalterados em cerca de US$ 61 a tonelada FOB no ano que vem, de acordo com a mediana da pesquisa com sete analistas.
Mas as estimativas variaram de uma queda de 16% para um aumento de 10%.
O sistema de determinar os preços em contratos anuais pode ter sua maior mudança em seus 40 anos de história já que a China se recusa a oficialmente endossar o acordo referencial assinado por suas rivais globais.
Outro fator imponderável é a situação das minas inativas do país, muitos das quais de alto custos e localizadas no interior. A produção doméstica de minério, que normalmente atende a 60% da demanda, começou a aumentar, subindo 27% em junho. (Com agências)
