Bancos americanos confirmam que socorro ajudou a honrar compromissos
Jornal do Brasil
RIO - Os números do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos referentes ao segundo trimestre devem ser melhores que os dos três primeiros meses do ano. Responsável pela projeção, o diretor de Orçamento da Casa Branca, Peter Orszag, avalia que tal desempenho deverá confirmar sinais de progresso na economia americana.
O PIB americano teve contração de 5,5% a uma taxa anualizada no primeiro trimestre, ligeiramente abaixo da leitura preliminar de queda de 5,7%, divulgou o Departamento de Comércio dos EUA em 25 de junho.
Os números do PIB do segundo trimestre, embora provavelmente ainda apresentem um declínio, devem mostrar algum sinal de progresso disse Orszag à rede americana de TV a cabo CNN. Sinais mistos fazem parte do que acontece durante momentos como o atual, onde há uma sensação de que a queda livre acabou, mas nós ainda não estamos no ponto de um crescimento sustentável.
Para Orszag, o sentimento de medo e pânico nos mercados financeiros se dissipou e a Casa Branca está agora concentrada no crescimento do emprego, do consumo e das exportações fatores fundamentais para a atividade econômica.
Embora já existam alguns sinais de progresso, Orszag alertou que levará tempo para que a economia dos EUA se recupere, especialmente diante da expectativa de que a taxa de desemprego suba ainda mais.
Você não consegue sair de uma perda de 700 mil empregos por mês, que é o que está acontecendo mensalmente desde janeiro, para uma criação de emprego dessa ordem rapidamente disse Orszag.
Resultados do socorro
Mais de 80% dos bancos americanos que receberam ajuda financeira do governo afirmam que os fundos os ajudaram a retomar os empréstimos ou a evitar uma queda neles à medida que a recessão piorava este ano, de acordo com levantamento divulgado ontem.
A pesquisa da Inspeção Especial Geral do programa de alívio de ativos problemáticos (Tarp, na sigla em inglês) do Tesouro americano concluiu que 40% dos 360 bancos que responderam ao questionário usaram parte dos fundos que receberam no programa de resgate aos bancos para criar reservas de capital para absorver prejuízos inesperados.
E uma em cada três instituições disse que investiu uma parte do dinheiro do Tarp em títulos garantidos por hipotecas emitidos pelas agências federais de financiamento imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac.
A pesquisa, realizada entre fevereiro e junho, buscou responder a perguntas que tiram o sono de muitos deputados e senadores americanos: o que os bancos fizeram com o dinheiro do programa de resgate?
O programa original de injeção de capital aprovado pelo governo do então presidente George W. Bush em outubro de 2008 não exigia informação detalhada dos bancos sobre o uso do dinheiro recebido.
O inspetor-geral do programa, Neil Barofsky, recomendou que o Tesouro exigisse dos bancos que receberam ajuda um relatório periódico sobre o destino dos recursos, como empréstimos, investimentos, aquisições e outras atividades, inclusive a descrição das ações que realizaram e que não seriam possíveis caso não tivessem recebido ajuda .
