Feriados no exterior reduzem liquidez, mas dólar cai
A percepção de que o Brasil vai se recuperar antes da crise financeira internacional continua estimulando o forte fluxo de capitais, o que mantém o dólar em tendência de desvalorização. Segundo analistas, a queda da moeda para próximo de R$ 2 pode ser atribuída, especialmente, a taxa básica de juros (Selic) de dois dígitos da economia brasileira, de 10,25% ao ano, enquanto que a maioria dos países desenvolvidos pratica remuneração perto de zero para investimentos em títulos públicos.
Em relatório, a corretora AGK destaca que os sinais de estabilização dos indicadores macroeconômicos de abril e maio confirmam as perspectivas de que o pior da crise já pode ter sido atingido, o que associado às melhores condições de crédito e liquidez mantém o clima de otimismo. Recentemente, o próprio Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), para aumentar a liquidez dos bancos e destravar o crédito, têm inundado o mercado de dólares por meio da compra de títulos públicos e privados.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
