Dia de perdas com bolsa em baixa
No Brasil, depois de abrir em alta, a bolsa terminou o dia em baixa. Ao final dos negócios, o índice acionário da BM&FBovespa registrou desvalorização de 1,28%, aos 50.325 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 5,28 bilhões. Segundo Adriano Moreno, da Futura iInvestimentos, a bolsa ainda passa por um movimento de realização de lucros.
Sem grandes destaques, a possível fusão entre Sadia e Perdigão impulsionaram os papéis das empresas.
Nos Estados Unidos, os mercados não seguiram tendência. O ex-presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, disse que o mercado imobiliário está iniciando uma recuperação e que os mercados acionários vão continuar em alta. As palavras animaram o índice Dow Jones, mas não sustentaram o Nasdaq e o Standard and Poors. Os principais índices europeus também voltaram a cair.
No velho continente, o aumento do desemprego no Reino Unido e a previsão de recuo na economia francesa pressionaram os índices do continente. O índice CAC-40 da bolsa de Paris caiu 0,54%, para 3.231 pontos e, em Frankfurt, o DAX perdeu 0,26%, para 4.854 pontos e o FTSE-100, de Londres, recuou 0,22%, para 4.425 pontos. As bolsas de Madri e Lisboa terminaram o dia com baixa de 0,51% e 2,72%, respectivamente. A exceção do dia foi Milão, que subiu 0,68%.
No câmbio, o dólar subiu pela primeira vez em uma semana. A moeda acompanhou a piora do humor das bolsas internacionais, devido a indicadores nada animadores. A moeda norte-americana encerrou o pregão vendida a R$ 2,069, com valorização de 0,53%.Nos juros, as projeções caíram mais uma vez. Desde a última reunião do Copom, a curva de juros futuros reduziu os prêmios dos contratos, diante da expectativa de queda na Selic.
Nas commodities, o petróleo teve alta. O preço atingiu o maior patamar dos últimos seis meses após a China anunciar que aumentou a importação em 14%. Os chineses são o segundo maior importador da matéria-prima.
No mercado agrícola, os contratos de milho subiram. Os preços avançaram depois que o departamento de agricultura dos Estados Unidos anunciaram que a demanda interna será superior à oferta pela terceira vez em quatro anos.
(Redação - InvestNews)
