Tensão nos mercados pressiona dólar
Em meio à falta de indicadores, os destaques relacionam-se ao setor automobilístico, com o detalhamento do plano da General Motors para reduzir custos e o acordo entre Chrysler e sindicato de operários, que pode facilitar parceria com a italiana Fiat. Na luta contra uma possível concordata, a GM prevê demissão de 21 mil funcionários até 2011 e US$ 44 bilhões a menos na dívida.
O dia também é marcado pela expectativa em relação às reuniões de política monetária aqui no Brasil e nos EUA ao longo da semana. Embora a maioria dos analistas apostem em corte de 1 ponto percentual, os profissionais da corretora Gradual acreditam em um ajuste mais agressivo. Para eles, o encontro do Copom, que começa amanhã e termina na quarta, deve resultar em corte da Selic em 1,5 ponto percentual, de 11,25% para 9,75% ao ano. "O BC deve patrocinar este corte mais agressivo dado a desaceleração econômica no País e a inflação comportada", avaliam. Já o banco central norte-americano deve manter a taxa entre a faixa de 0 e 0,25%.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
