GM: corte de 21 mil empregados não deve afetar Brasil

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Portal Terra

SÃO PAULO - O plano de redução de custos anunciado nesta segunda-feira pela General Motors (GM), que projeta corte de 21 mil funcionários até 2010 e fechamento de fábricas, não deve afetar o Brasil, segundo a assessoria da própria montadora no País.

A filial brasileira tem freqüentemente defendido a independência de suas operações, mas os efeitos da crise já provocaram a demissão de 744 funcionários da montadora em São José dos Campos no último mês de janeiro.

O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da região, Vivaldo Moreira Araújo, alerta para possíveis conseqüências dos problemas financeiros da matriz.

- É uma situação que tende a se agravar mais aqui, apesar de a direção da empresa falar de independência financeira e legal. Mas tem a influência política- lembrou.

- Eles vão fazer de tudo para manter a GM americana. É uma questão de símbolo. Se for necessário retirar dos países periféricos, eles vão fazer. Isto eles tentam esconder por questão de mercado, mas não podemos ser ingênuos- explicou Araújo.

Nesta segunda-feira, a montadora divulgou um plano de reestrturação que prevê a redução do número de fábricas nos EUA de 47 para 34, o corte de funcionários horistas de 61 mil para 40 mil e de concessionárias de 6.246 para 3.605.

A companhia, que na semana passada sacou US$ 2 bilhões em empréstimos emergenciais do governo americano, elevando o total para US$ 15,4 bilhões até agora, foi informada pelo governo dos EUA que tem até 1º de junho para fazer cortes profundos de custos.