Prévia aponta deflação de 0,71% do IGP-10

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SÃO PAULO, 16 de abril de 2009 - O Índice Geral de Preços - 10 (IGP&´8208;10) registrou deflação de 0,71%, na primeira prévia de abril. O resultado está na média do que previa o mercado e ficou abaixo da taxa apurada em março: &´8208;0,31%. Os dados foram divulgados há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O IGP&´8208;10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Dentre os componentes do índice, o Índice de Preços por Atacado (IPA) registrou a maior queda de &´8208;1,23%, em abril. Em março, a variação foi de &´8208;0,57%. Parte deste recuo foi graças à redução do item Bens Finais que passou de 0,33%, em março, para 0,13%, em abril. Contribuiu em especial para a desaceleração o subgrupo bens de consumo duráveis, que teve sua taxa diminuída de &´8208;0,30% para &´8208;1,82%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de &´8208;0,27%. No mês anterior, a taxa foi de 0,31%.

O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de &´8208;2,06%. No mês anterior, a taxa havia sido de &´8208;0,73%.

Quatro dos cinco subgrupos apresentaram desaceleração, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, (de &´8208;0,61% para &´8208;2,21%). O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou deflação de 2,17%. No mês anterior, foi registrada variação negativa de 0,72%.

O índice de Matérias&´8208;Primas Brutas passou de uma taxa de &´8208;1,51%, em março, para &´8208;1,69%, em abril. Neste grupo, vale destacar as desacelerações dos itens: minério de ferro (1,43% para &´8208;4,05%), mandioca (aipim) (&´8208;3,22% para &´8208;15,92%) e algodão (em caroço) (2,30% para &´8208;4,61%). Em sentido oposto, citam&´8208;se: soja (em grão) (&´8208;4,77% para &´8208;1,22%), suínos (&´8208;11,37% para 2,79%) e leite in natura (0,11% para 2,02%).

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que também compõe o IGP-10, registrou alta de 0,59%, em abril, ante 0,29%, em março. Quatro das 7 classes de despesa componentes do índice registraram acréscimos. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,08% para 1,37%). Destacam&´8208;se nesta classe os itens: frutas (0,04% para 6,30%), hortaliças e legumes (1,29% para 6,34%) e carnes bovinas (&´8208;3,21% para &´8208;2,15%).

Apresentaram também aceleração os grupos: Despesas Diversas (0,17% para 0,88%), Vestuário (&´8208;0,35% para 0,14%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,67% para 0,71%). Nestes grupos, vale destacar o comportamento dos itens: cigarro (0,00% para 1,69%), roupas (&´8208;0,40% para 0,37%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,95% para 1,30%), respectivamente.

A aceleração destes grupos foi parcialmente compensada por decréscimos nas taxas de três das sete classes de despesa: Transportes (0,66% para &´8208;0,07%), Educação, Leitura e Recreação (0,35% para &´8208;0,04%) e Habitação (0,33% para 0,29%). Nestes grupos merecem destaque os itens: tarifa de metrô (5,31% para 0,18%), cursos formais (0,41% para &´8208;0,16%) e tarifa de eletricidade residencial (&´8208;0,28% para &´8208;0,46%), respectivamente.

No mesmo sentido, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em abril, deflação de 0,27%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,01%. Dois dos três grupos componentes apresentaram decréscimos em suas taxas de variação. O índice relativo a Materiais e Equipamentos teve sua taxa de variação reduzida de &´8208;0,15% para &´8208;0,72% e o de Mão&´8208;de&´8208;Obra, de 0,16% para 0,06%. A taxa do grupo Serviços apresentou elevação, passando de 0,03% para 0,12%.

(PD - InvestNews)