Investidores de olho em agenda dos EUA e balanços

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SÃO PAULO, 16 de abril de 2009 - Mais uma vez, os investidores devem acompanhar de perto a agenda de indicadores norte-americanos e resultados corporativos trimestrais, com destaque para os números do JP Morgan. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em junho, registrava valorização de 0,36%, aos 46.210 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

"Ontem, a queda significativa das ações da Petrobras, após relatório de banco estrangeiro recomendando a venda de ADRs [American Depositary Receipts] da empresa brasileira, apesar do anúncio de nova descoberta de petróleo, ajudou a afundar o índice", segundo relatório da SLW Corretora. Os dados econômicos divulgados ao longo do dia foram controversos, com a melhora do índice de atividade da indústria de Nova York e a alta de 0,2% do núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), acima do 0,1% esperado.

Para esta quinta-feira, os destaques são as divulgações dos índices que medem a construção de imóveis e permissão para novas construções e atividade industrial do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) da Filadélfia. Na Europa, a produção industrial na zona do euro recuou 2,3% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, já com ajustes sazonais. Na mesma direção, o indicador registrou contração de 1,9% na União Europeia (UE), conforme divulgou a Agência de Estatísticas da Comunidade Europeia, Eurostat. Em janeiro, a produção caiu 2,4% e 2,3% respectivamente.

No que tange os resultados corporativos, o banco JP Morgan registrou um lucro líquido de US$ 2,141 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 10% na comparação com o mesmo período de 2008, quando a instituição financeira reportou lucro de US$ 2,373 bilhões. Os papéis da instituição operavam em leve queda há instantes nas negociações do pré-market em Nova York, depois de subir mais de 6% na última sessão.

Já a farmacêutica norte-americana Abbott encerrou o primeiro trimestre deste ano com um lucro líquido de US$ 1,44 bilhão, alta de 53% em comparação com o mesmo período de 2008.

(Vanessa Correia - InvestNews)