América Latina 'resiste' à crise mundial

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SÃO PAULO, 16 de abril de 2009 - O Fundo Monetário Internacional (FMI) poderá socorrer alguns países da América Latina, mas a região tem se mostrado "resistente" à crise econômica mundial, estimou nesta quinta-feira o diretor-geral do organismo, Dominique Strauss-Kahn.

"É possível que outros países da América Latina peçam ajuda, mas não vejo a região, neste momento, como a parte do mundo com mais dificuldade para enfrentar a crise", disse Strauss-Kahn em um evento no Clube Nacional de Imprensa, em Washington.

Strauss-Kahn assinalou que "muitos países latino-americanos sofreram um corte repentino no fluxo de capitais", lembrando que este ano o FMI firmou acordos stand-by com El Salvador e Costa Rica, e que o México pede uma linha de crédito de US$ 47 bilhões, mas destacou que a região "foi menos afetada pela crisis do que os Estados Unidos e os países europeus".

"Estão enfrentando isto bastante bem", disse Strauss-Kahn sobre os países da América Latina.

O FMI estima que a atual recessão será mais longa que as precedentes e que a recuperação se anuncia débil, em um estudo publicado hoje.

O Fundo assinalou em janeiro deste ano que a América Latina poderá crescer em seu conjunto 1,1% em 2009 e 3% em 2010.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)