Fluxo derruba dólar para nível de R$ 2,26
A expectativa pela votação do pacote de estímulo econômico de US$ 789 bilhões proposto pelo presidente Barack Obama no Congresso norte-americano e a percepção de que o governo dos Estados Unidos prepara medidas específicas para atender o setor imobiliário conduziu o ritmo dos negócios nesta sexta-feira. Segundo notou analistas, circula no mercado os rumores de que Obama está planejando um pacote habitacional para subsidiar o pagamento de hipotecas de proprietários que estão com dificuldades em honrar suas parcelas.
Para o diretor executivo da corretora NGO, Sidnei Moura Nehme, a formação do preço do dólar continua sob influência do mercado futuro da BM&F, no qual os investidores estrangeiros mantêm posições compradas. "Esses players estão zerando gradualmente suas posições para não deixar parcela substantiva dos lucros acumulados na rota de saída", comentou. Tanto que em pouco tempo reduziram suas posições compradas de US$ 13 bilhões para algo em torno de US$ 10 bilhões.
"A situação da taxa cambial no nosso mercado tem um viés acentuado de baixo. A perspectiva breve é de que o dólar caia para algo em torno de R$ 2 a R$ 2,10, salvo fatos novos imprevisíveis que venham a ocorrer", projeta Nehme. "Mas não há sinais neste sentido, pois no exterior o quadro de deterioração é latente e é baixo o risco de piorar mais do que já piorou", finaliza.
Números divulgados recentes mostraram a péssima saúde econômica de diversos países, entre eles, as potências europeias, que podem ser vítimas de uma recessão galopante durante 2009. Países como Alemanha, Espanha, França, Itália, Holanda, Portugal, Áustria e Estônia confirmaram um nítido retrocesso de seu Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2008.
No Brasil, o Banco Central (BC) prosseguiu com a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em 2 de março e vendeu US$ 2,44 bilhões em contratos, de US$ 7,1 bilhões.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
