Pacote para empresas privadas impulsiona alta em Tóquio
O índice Nikkei 225 subiu 4,93%, para 8.061,07 pontos. Já o indicador Topix, que reúne todos os valores da primeira sessão, avançou 4,84%, para 805,49 pontos.
Os bons resultados no Japão foram refletidos nas demais praças acionárias da Ásia. Na Austrália, por exemplo, o All Ordinaries de Sydney fechou com alta de 2,79%, aos 3.392,30 pontos. Os mercados da Coréia do Sul, Hong Kong, Taiwan e China não operaram hoje por conta da celebração do Ano Novo Lunar.
O governo do Japão declarou nesta terça-feira que injetará fundos públicos em empresas privadas, especialmente afetadas pela crise, por meio de entidades de crédito apoiadas pelo governo. O dinheiro público será usado para cobrir até 80% das possíveis perdas que os bancos japoneses possam registrar após terem investido nas empresas mais prejudicadas pela crise.
Soma-se a isso a aprovação no Japão de um projeto de ampliação orçamentária que inclui a distribuição de ajuda financeira aos contribuintes. Pelo plano, o governo aumenta em 4,79 trilhões de ienes (US$ 54 bilhões) o orçamento para o ano fiscal de 2008 - o que permite a cada contribuinte receber US$ 132. A medida serve para estimular a economia através do consumo privado.
O destaque na sessão nipônica ficou para as companhias exportadoras, beneficiadas pela queda do iene. No mercado de divisas de Tóquio, a moeda norte-americana fechou o dia cotada a 89,80 ienes, contra 88,79 ienes da última sessão. Já o euro terminou negociado a 118,84 ienes, contra 114,78 ienes do dia anterior.
No setor automotivo, os papéis da Honda dispararam 9,31%, apesar da companhia reportar que reduzirá em 50 mil sua produção de veículos no Japão e na América do Norte. Já os títulos da Toyota cresceram 8,17%. Entre as empresas de tecnologia, as ações da Sony e Canon subiram 4,81% e 5,09%, respectivamente.
A Nomura Holdings, maior corretora do Japão, anunciou hoje um prejuízo líquido de 342,9 bilhões de ienes no último trimestre de 2008, ante lucro líquido de 21,8 bilhões de ienes visto um ano antes. Este é quarto trimestre consecutivo de perdas da companhia nipônica, afetada pela compra de uma participação no falido banco norte-americano Lehman Brothers. Os papéis da corretora terminaram o dia com alta de 4,93%.
(Marcel Salim - InvestNews)
