Alimentação puxa alta, mas carros contêm aceleração
De acordo com o IBGE, os gastos com refeição em restaurante subiram 14,45% em 2008, figurando como a maior contribuição individual para o índice do ano: 0,55 ponto percentual. Em seguida, vieram as carnes, com alta de 24,02% e contribuição de 0,49 ponto percentual.
Entre os não-alimentícios, a principal contribuição veio do grupo de despesas pessoais (0,72 ponto percentual do IPCA de 2008), que teve variação de 7,35% no ano. O destaque ficou com os salários dos empregados domésticos, que aumentaram 11,04% e contribuíram com 0,34 ponto percentual, sendo a terceira maior contribuição individual para o índice do ano.
Outros itens relevantes foram os colégios (4,75%), planos de saúde (6,15%) e aluguel residencial (6,92%).
Por outro lado, alguns produtos contribuíram para conter o IPCA de 2008, apresentando taxas negativas. Os automóveis, com queda de 4,32% nos usados e 2,25% nos novos, foram a principal pressão de baixa no índice geral, com - 0,14 ponto percentual.
Apesar da queda nos preços da gasolina, os combustíveis fecharam 2008 com aumento de 0,55%, puxados pelo álcool (1,06%) e gás veicular (23,41%).
Em 2008, a conta de telefone fixo saiu de 0,34%, em 2007, para 3,64%, as taxas de água e esgoto saltaram de 4,82% para 7,11% e remédios de 0,54% para 3,96%.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)
