Obama discute plano para resgatar a economia com líderes do Congresso

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Agência AFP

WASHINGTON - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, se reúne nesta segunda-feira com os líderes do Congresso para discutir o milionário plano de resgate da economia que os democratas esperam aprovar pouco depois de assumir suas funções como chefe de Estado.

A reunião será a primeira de Obama com os parlamentares desde sua histórica vitória em 4 de novembro, e sua primeira atividade mais importante em Washington depois de ter mudado para a capital vindo de seu domicílio eleitoral em Chicago, no domingo.

Obama conversará com os líderes de ambas as câmaras do Congresso, incluindo o líder democrata do Senado, Harry Reid, e a presidente da democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi.

O canal ABC News informou que os líderes republicanos da Câmara de Representantes, John Boehner, e do Senado, Mitch McConnell, também conversarão com Obama, apesar de seus assessores não confirmarem o horário.

Obama e sua família se instalaram no domingo em Washington, onde o presidente eleito começou imediatamente a trabalhar em seu plano de recuperação da econômica americana.

De volta de duas semanas de férias no Havaí, Obama, sua esposa Michelle e as duas filhas do casal, Sasha, 10 anos, e Malia, 7 anos, devem se instalar provisoriamente no Hay-Adams, um hotel de luxo de Washington.

No Capitólio, ele tentará finalizar com os líderes parlamentares as modalidades de seu plano de recuperação, avaliado entre 775 bilhões e um trilhão de dólares pelo chefe da maioria democrata na Câmara dos Deputados, Steny Hoyer.

Segundo Hoyer, o plano de recuperação da economia americana deverá ser aprovado "no início de fevereiro", ou seja, depois da chegada do novo presidente à Casa Branca.

- Queremos realmente que o plano seja submetido à Câmara dos Representantes antes do fim de janeiro, para que possa ser enviado em seguida ao Senado e ao presidente" Barack Obama no início de fevereiro- declarou Hoyer ao canal de TV Fox News.

- Os economistas de todas as tendências políticas concordaram no fato de que se não atuarmos rapidamente, e com audácia, poderemos assistir a uma recessão ainda mais grave, capaz de levar a um desemprego duas vezes maior- advertiu Obama sábado durante seu programa de rádio semanal.

A taxa de desemprego atingiu 6,7% em novembro nos Estados Unidos.

Segundo o presidente eleito, "o objetivo número um" do plano preparado por sua equipe será criar três milhões de empregos, sendo 80% no setor privado.

Obama também pretende promover "investimentos de longo prazo" nas infra-estruturas, assim como "isenções fiscais diretas para 95% dos trabalhadores americanos".

De acordo com o New York Times deste domingo, Obama e os parlamentares democratas também estudam uma ampla extensão do seguro-saúde e do seguro-desemprego.

Além da crucial questão econômica, a equipe de Obama deverá se posicionar sobre o conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. O futuro presidente dos Estados Unidos mantém por enquanto um silêncio prudente sobre o assunto.