Caderno Especial: Blocos do Recôncavo atraem mais interesse
Jornal do Brasil
RIO - Berço da indústria do petróleo, a bacia do Recôncavo, na Bahia, é a que mais atrai investidores na 10ª Rodada. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 23 empresas estão habilitadas a participar das disputas pelas áreas baianas.
O Recôncavo é uma bacia conhecida e já chegou a produzir 200 mil barris de petróleo diariamente, no final de década de 60.
A segunda bacia mais cobiçada da 10ª Rodada de Licitações também é madura, com muitas informações geológicas. A bacia de Potiguar, sob os estados do Rio Grande do Norte e Ceará, está atraindo o interesse de 18 empresas. Em terceiro lugar, está a bacia de Sergipe-Alagoas, com 17 manifestações de interesse.
Os números expõem a predileção dos investidores por áreas com menor risco de exploração. Outras bacias, com informações menos precisas sobre o potencial, geralmente são menos procuradas pelas empresas nos leilões.
Potencial desconhecido
O conhecimento do potencial de petróleo no Brasil é ainda pequeno em vista da dimensão continental do território brasileiro. Cerca de 4,5% das bacias estão sob concessão. Além de gerar emprego e renda, o objetivo do governo e da agência na 10ª Rodada ao leiloar somente áreas em terra é aumentar o conhecimento de áreas com poucos dados, nas chamadas bacias de novas fronteiras. É o caso das bacias do Paraná, do Amazonas, de Parecis e do São Francisco.
Interessados
Doze empresas estão interessadas no petróleo e gás da Amazônia, e outras 14 nas outras três bacias de nova fronteira.
O lance mínimo estipulado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) será de R$ 65 mil, na Bacia de Parecis (MT) e os mais altos, na Bacia do Recôncavo, em torno de R$ 500 mil e Bacia Potiguar, cerca de R$ 400 mil.
Há hoje no Brasil 31 empresas atuantes em exploração onshore e o país produz, em terra, cerca de 11% do seu petróleo e quase 35% do gás natural.
Plano plurianual
Ainda para aumentar o conhecimento do potencial do Brasil para petróleo e gás, a Agência Nacional do Petróleo tem o Plano Plurianual de Estudos de Geologia e Geofísica (PPA), em execução desde 2007.
A iniciativa, inserida no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, prevê investimentos de mais R$ 1 bilhão até 2012 para pesquisa sobre as bacias sedimentares do país pouco ou não exploradas. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) planeja aplicar R$ 250 milhões nestas atividades no próximo ano.
