Standard & Poor's reafirma classificação do Bradesco

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SÃO PAULO, 13 de novembro de 2008 - A Standard & Poor's informou hoje que reafirmou seus ratings de crédito de contraparte de longo e curto prazos "BBB/A-3" na escala global e "brAAA/brA-1" na escala nacional Brasil atribuídos ao Banco Bradesco. A perspectiva dos ratings em ambas as escalas é estável.

De acordo com relatório da agência, os ratings do Bradesco incorporam a participação de mercado significativa que a instituição detém no Brasil mesmo após o recente anúncio de fusão entre o Itaú e o Unibanco; a sua forte franquia como um dos bancos de varejo mais diversificados da América Latina; a sua adequada capacidade de geração de receitas com vendas cruzadas crescentes; e seus bons níveis de liquidez.

"Esses aspectos positivos são compensados parcialmente pela exposição do Bradesco aos riscos econômicos e setoriais do Brasil, entre eles os desafios de controlar os riscos de crédito mediante um ambiente mais desafiador em geral para a indústria bancária, o que deverá pressionar as margens em decorrência da elevação tanto nos custos de captação de recursos (funding) quanto nos riscos de crédito", afirmou a S&P no documento.

Segundo a agência, outros fatores que restringem os ratings são os indicadores mais fracos do banco para patrimônio líquido ajustado e empréstimos problemáticos quando comparados aos dos pares internacionais.

"A perspectiva estável dos ratings reflete nossa expectativa de que o Bradesco manterá suas fortes posições de crédito, incluindo diversificação acima da média, forte liquidez e boa rentabilidade", apontou a S&P.

Com ativos totais no valor de R$ 429,5 bilhões em setembro de 2008 (US$194,5 bilhões ao câmbio de R$2,21/US$1), o Bradesco mantém sua posição entre os maiores bancos do setor privado do Brasil e da América Latina.

(Redação - InvestNews)