Brasil tem 5,22% de trabalhadores declarados negros no mercado formal
JB Online
BRASÍLIA - As informações sobre emprego e rendimento relativos à variável Raça/Cor da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2007 tratam somente do emprego celetista, que totaliza 29,8 milhões de vínculos empregatícios. Deste total, 63,21% foram declarados como brancos, indicando uma redução de 1,22 pontos percentuais em relação a 2006 (64,43%). Os trabalhadores declarados como pardos representaram 26,65% e aqueles declarados como negros: 5,22%. Tais resultados refletem um tênue aumento em relação a 2006 (26,43% e 5,13%, respectivamente).
Foi o que divulgou hoje o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em coletiva em Brasília. - O importante desta divulgação é mostrar a radiografia real do país. A Rais não é uma pesquisa. São dados reais fornecidos por todos os estabelecimentos do Brasil. Assim, podemos ver exatamente como é o mercado de trabalho - disse Lupi.
Os trabalhadores classificados como negros obtiveram maior aumento nos rendimentos médios (+2,98%), superior à média de 1,57%. Os trabalhadores declarados como brancos e como pardos registraram o mesmo percentual de elevação (+2,16%).
Apesar deste aumento, os rendimentos médios dos vínculos empregatícios dos trabalhadores declarados como brancos são 55,7% superiores aos daqueles classificados como negros e 47,9% acima dos considerados como pardos. No que se refere aos resultados de 2006, verifica-se que houve um declínio da relação entre os rendimentos dos empregos classificados com brancos versus os pretos/negros (56,9%) e uma estabilidade no que diz respeito aos trabalhadores pardos (47,9%).
Em relação à escolaridade, o nível de Ensino Médio Completo é onde se encontra a maior representatividade do emprego com uma média de 38,02%, assim distribuída: brancos (37,55%), pretos/negros (33,40%) e pardos (39,51%). No nível Superior Completo, observa-se um diferencial expressivo entre a participação dos trabalhadores segundo esta classificação: brancos (12,63%), pretos/negros (3,20%) e pardos (5,48%). Neste nível de escolaridade, as mulheres brancas têm uma representatividade de 16,95% ante 9,93% para os homens brancos, sendo de 5,49% para mulheres pretas/negras e de 2,24% para homens pretos/negros e de 9,0% para as trabalhadoras declaradas pardas, ante 3,82% para os homens pardos.
