Preços recuam 0,96% em São Paulo
Os produtos do IqPR que registraram altas nesta quadrissemana foram: batata (19,27%), feijão (11,95%), carne suína (8,79%), arroz (6,37%), cana de açúcar (1,14%), carne bovina (1,02%) e soja (0,64%). Os preços da batata aumentaram se recuperando da baixa muito acentuada em setembro, quando atingiram valores inferiores a R$ 16,00 por saca.
De acordo com o IEA, os elevados preços do feijão estimularam fortemente o plantio. Em termos nacionais, a intenção de plantio na safra das águas está estimada entre 1,43 milhão e 1,47 milhão de hectares, o que configura um crescimento de 8,6% e 11,6%, respectivamente, em relação à safra passada, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No sudoeste paulista, o maior produtor de feijão no Estado, a área plantada saltou de 25 mil hectares para 40 mil hectares, um aumento de 60%. O feijão plantado em pleno inverno começa a ser colhido e vendido a preços menores que os do feijão irrigado (R$ 187 na terceira semana de outubro contra R$199,00 na segundaª semana).
Os produtores de suínos, depois de repassarem para os preços a elevação de seus custos de produção, passaram a ampliar a margem de lucro, induzindo os consumidores a buscarem outras fontes de proteína (aves e ovos com preços em baixa) e restabelecerem o equilíbrio no mercado. A evolução dos preços de suínos indica que o movimento de alta está se esgotando (a variação na última semana foi de R$ 68,33 para R$ 68,54) possivelmente em razão da retração do mercado.
Os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços na segunda quadrissemana de outubro foram: carne de frango (12,75%), tomate para mesa (11,18%), ovos (10,07%), leite tipo C (6,15%), milho (5,09%) e banana nanica (5,01%).
Os produtos granjeiros, aves e ovos, além do leite tipo C, continuam com preços com tendência de queda, garantindo fontes de proteínas mais baratas aos consumidores e contribuindo de forma significava para o índice negativo.
Segundo o IEA, a evolução dos índices quadrissemanais indica claramente que o papel deflator dos preços agrícolas persiste, mas de forma decrescente, tendo um menor peso na redução do ritmo inflacionário.
(Redação - InvestNews)
