Bolsas despencam e dólar fecha a R$ 2,21, com atuação do BC

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JB Online

SÃO PAULO - As bolsas de valores americanas despencaram pela sétima sessão consecutiva nesta quinta-feira, com investidores temendo que as recentes medidas anunciadas em todo o mundo para destravar os mercados de crédito não serão suficientes para evitar uma recessão.

Segundo dados preliminares, o índice Dow Jones desmoronou 7,33%, a 8.579 pontos. O Standard & Poor's 500 despencou 7,62%, a 909 pontos. O Nasdaq mergulhou 5,47%, a 1.645 pontos.

Há um ano, o Dow Jones fechava com recorde de alta, acima de 14 mil pontos.

Mesmo com a queda das bolsas, o dólar recuou pelo segundo dia consecutivo, depois de subir mais de 20% nas cinco sessões anteriores. A moeda reagiu não só ao cenário externo mas aos leilões do Banco Central (BC). No fim do dia, o dólar fechou em baixa de 2,76%, vendido a R$ 2,217. Ainda assim, no mês, a divisa acumula valorização de 16,5%.

A autoridade monetária realizou hoje leilão com swap cambial, no qual foram vendidos 53% do lote, ou seja, 18,65 mil contratos, no total de U$S 911 milhões. Neste tipo de operação, o BC assume posição ativa em câmbio e passiva em taxa de juros, o que injeta recursos no mercado e colabora para a depreciação do dólar. Além disso, também fez dois leilões de venda direta de dólares sem compromisso de recompra, utilizando os recursos das reservas cambiais, próximas de US$ 208 bilhões.

- A situação nos mercados domésticos poderia estar bem mais confortável se o BC tivesse agido antes, quando o dólar ainda estava abaixo de R$ 2 - estima um especialista.

Nos demais mercados, o dia também foi de recuperação. Parte do alívio deveu-se a notícia de que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos poderá assumir participações em vários bancos do país para restaurar a confiança do sistema financeiro, segundo edição The New York Times.

Com informações de Simone e Silva Bernardino, da Invest News, e agências