Bernanke é destaque; Buffet pode animar mercado

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SÃO PAULO, 24 de setembro de 2008 - Mais uma vez as atenções estarão voltadas ao discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, e novas informações que sejam divulgadas sobre o convencimento deste pacote do governo junto ao congresso. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em outubro registrava valorização de 1,09%, aos 50.650 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

O presidente do Fed volta ao Congresso nesta quarta-feira para esclarecer dúvidas dos congressistas quanto ao pacote de ajuda. Ontem, Bernanke reiterou os desafios pelos quais passa atualmente a economia dos Estados Unidos, com elevadas taxas de inflação e um fraco mercado de trabalho. Segundo ele, esses fatores têm preocupado cada vez mais o mercado financeiro. Bernanke também afirmou que a economia pode entrar em recessão se os mercados não se recuperarem.

"O que temos observado é que apesar da insistência dos membros do governo dos Estados Unidos em apresentar os detalhes do pacote ao mercado e congressistas, os investidores ainda não estão totalmente convencidos de que, mesmo que for implantado, terá o efeito necessário para conter a crise. O que acaba gerando maior aversão ao risco para os investidores", de acordo com relatório da SLW Corretora.

Mas, nesta quarta-feira, outra notícia envolvendo o setor financeiro pode animar os mercados. O mega investidor norte-americano Warren Buffet vai investir US$ 5 bilhões no ex-banco de investimentos Goldman Sachs e pode duplicar esta aposta, a qualquer momento, nos próximos cinco anos, conforme anunciou a própria instituição financeira.

No front doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou há pouco, que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou para 0,26% em setembro. Este é o menor nível desde março deste ano quando a inflação subiu 0,23%. O resultado também é 0,09 ponto percentual menor que o registrado em agosto (0,35%). No acumulado no ano e nos últimos 12 meses, os índices foram 4,96% e 6,20%, respectivamente.

(Vanessa Correia - InvestNews)