Mesmo com PIB dos EUA, commodities brecam alta

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SÃO PAULO, 28 de agosto de 2008 - O crescimento extraordinário do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano, referente ao segundo trimestre, acabou ofuscado pelo fraco desempenho dos papéis da Vale e Petrobras. Ao final dos negócios, o índice acionário da BM&FBovespa encerrou o dia em alta de 1,55%, aos 56.382 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,29 bilhões.

"Achei que o dia poderia ter sido mais positivo. Mesmo com a queda das commodities no mercado internacional, acreditava que as ações da Vale e da Petrobras fossem segurar", afirma Luis Gustavo Medina, economista da M2 Investimentos.

Durante a manhã, o governo norte-americano divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 3,3% em sua primeira revisão, no segundo trimestre de 2008, bem acima das expectativas do mercado, que projetava alta de 2,8%. "O número foi extraordinário. Foi quase melhor que o nosso PIB", diz Medina.

A alta recebeu contribuições positivas dos gastos dos consumidores (que registraram alta de 1,7% no período) e aumento das exportações (que registraram alta de 13,2% no período, comparando com avanço de 5,1% no primeiro trimestre). "Embora os números sejam positivos, eles não são sustentáveis. Neste trimestre mesmo, tanto exportações quanto gastos dos consumidores estão mais fracos", ressalta o economista da M2 Investimentos.

Já no mercado doméstico, as ações preferenciais da Petrobras e Vale subiram menos de 1% neste pregão, repercutindo a queda das commodities no mercado internacional. O barril de petróleo tipo WTI recuou cerca de 2% nesta quinta-feira

Dentre as 66 ações que compõem o Ibovespa, os principais destaques de alta foram Tam PN (+5,83%), Aracruz PNB (+5,44%) e Tim ON (+5,08%). Já entre as três maiores desvalorizações estiveram Rossi ON (-1,61%), Cosan ON (-1,32%) e Telemig PN (-1,25%).

Já o Ibovespa com vencimento em outubro registrou alta de 1,59%, a 57.350 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

(Vanessa Correia - InvestNews)