Bom humor nos mercados fazem Ibovespa subir 2%

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SÃO PAULO, 27 de agosto de 2008 - O bom humor do mercado externo e interno prevaleceu e levou as principais praças acionárias mundiais a encerrarem o dia no azul. No mercado doméstico, além das influências das bolsas de valores de Wall Street, o índice acionário da BM&FBovespa repercutiu a deflação mensal apresentada pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). A valorização das ações da Petrobras também contribuiu para que a bolsa paulista encerrasse o dia em alta de 2,13%, aos 55.519 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 3,58 bilhões.

"Foram três quedas consecutivos do Ibovespa e toda vez que isso ocorre deprime muitos os preços. Este cenário abre uma janela enorme para compras. Além disso, os baixos volumes vistos nos últimos dias mostra que o vendedor não está afoito", afirma Décio Pecequilo, operador-sênior da Tov Corretora.

Durante a manhã, o IGP-M registrou deflação de 0,32% na terceira prévia de agosto. Em julho, no mesmo período de apuração, houve inflação de 1,76%. A queda de 2,08 pontos porcentuais no período foi a maior desde abril de 1999. O grande responsável pela desaceleração foi o IPA (Índice de Preços do Atacado) que recuou de 2,2% em julho para deflação de 0,74% em agosto. Como o IPA tem 60% do peso do IGP a queda forçou o índice para baixo. ´O resultado surpreendeu até o mais dos otimistas´, diz Pecequilo.

Segundo o operador-sênior da Tov Corretora o mercado agora aguarda a divulgação do Índice Geral de Preços ao Consumidor (IPCA), programado para a próxima semana. "O resultado pode até indicar a possibilidade de chegarmos no teto da meta de inflação ainda este ano".

No front externo, os novos pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana surpreenderam o mercado esta manhã ao registrarem avanço de 1,3% em julho, ante mesmo percentual de aumento registrado no mês anterior. Analistas projetavam um avanço de 0,1% para o período.

Outra notícia que agradou foi o comunicado enviado ao mercado pelas agências de financiamento hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac, de que colocaram no mercado de US$ 3 bilhões em dívida de curto prazo.

Já a nova alta do petróleo no mercado internacional - repercutindo a queda dos estoques e temores de que a tempestade tropical Gustav atinja o Golfo do México - contribuiu para nova valorização dos papéis da Petrobras. As ações preferenciais da estatal petrolífera subiram 2,95%, enquanto que as ações ordinárias registraram alta de 2,83%.

Além dos papéis da Petrobras, dentre as 66 ações que compõem o Ibovespa, os principais destaques de alta foram Banco do Brasil ON (+5,4%), Eletrobrás PNB (+4,87%) e Gafisa ON (+4,78%). Já entre as três maiores desvalorizações estivera Tam PN (-3,93%), VCP PN (-2,72%) e Aracruz PNB (-2,65%).

Já o Ibovespa com vencimento em outubro registrou alta de 1,8%, a 56.350 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

(Vanessa Correia - InvestNews)