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Exportação de carne do País cai 19% no semestre

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REUTERS

SÃO PAULO - As exportações de carne bovina do Brasil tiveram queda de 19% no primeiro semestre do ano, para 1,09 milhão de toneladas (equivalente carcaça), informou nesta quinta-feira a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

No entanto, com os preços mais altos, a receita obtida no mesmo período com essas exportações cresceu 13%, para US$ 2,5 bilhões.

O preço médio das exportações no período foi de US$ 3.564 por tonelada, contra US$ 2.551 no primeiro semestre de 2007.

De acordo com o presidente da Abiec, Roberto Giannetti da Fonseca, os números do primeiro semestre refletem um período de pouca oferta de animais para o abate no Brasil, ao mesmo tempo que uma retração nas compras no exterior, decorrentes dos preços mais altos.

Ele lembrou em comunicado que, nos cinco primeiros meses do ano, o preço da tonelada da carne subiu, em média, 40% ante igual período do ano passado.

As vendas do produto in natura tiveram queda maior, de 25%, para 768 mil toneladas.

Já as exportações do produto industrializado no semestre somaram 250 mil toneladas, redução de 9% ante 2007.

Para tentar reverter a situação, o presidente da Abiec afirmou que os exportadores têm tentado reabrir o mercado do Chile e recuperar as exportações para Europa.

As exportações para a Europa, tradicionalmente um dos principais mercados para a carne brasileira, registram queda expressiva neste ano, devido às restrições impostas pelos europeus, que apontaram falhas no sistema de rastreabilidade do Brasil.

No ranking dos países importadores de carne in natura, a Rússia manteve a liderança no embarque em volume, com 296 mil toneladas, o equivalente a US$ 713 milhões.

Já para a carne industrializada, os Estados Unidos continuam como líderes em receita - US$ 129 milhões de janeiro a junho. Em volume o principal comprador no primeiro semestre de carne industrializada foi o Reino Unido, com 64 mil toneladas.