DIs acompanham melhora externa e recuam na BM&F
Ao final do pregão, o DI para janeiro de 2010, o mais líquido, apontava taxa de 15,02% contra 15,12% do ajuste, após 376,9 mil negócios. Janeiro de 2009 passou de 13,42% para 13,41%, com 124,8 mil negócios (R$ 11,6 bilhões). O vencimento de janeiro de 2012 caiu de 15,08% para 14,86%. Nos mais curtos, agosto de 2008 passou de 12,40% para 12,37% e, outubro, se manteve em 12,80%.
Ao longo do dia, a instabilidade externa, onde prevalece as preocupações com o setor financeiro, chegou a presssionar alguns vencimentos de curto prazo da curva de juros futuros da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Porém, tal trajetória foi mais uma vez arrefecida pela expectativa de que o Banco Central (BC) manterá o ritmo de aumento de 0,50 ponto percentual na taxa Selic. Para os analistas da consultoria LCA, os resultados da inflação de junho e das primeiras parciais de julho, ao mostrarem desaceleração reafirmaram as perspectivas de que o BC manterá o conservadorismo. "Porém, a extensão do aperto monetário em curso segue incerta, uma vez que ainda há chances relevantes de que o BC intensifique o ritmo de elevação da Selic no curto prazo, sobretudo em resposta à expressiva deterioração adicional das expectativas inflacionárias e do persistente encarecimento do petróleo e de outros bens de produção e consumo, que continua trazendo riscos para a dinâmica da inflação doméstica", destaca em relatório.
Em meio à este cenário, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles disse em discurso à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que fará o necessário para garantir o cumprimento da meta de inflação em 2009.
Nos EUA, o quadro não é muito diferente. A inflação ao produtor voltou a acelerar, principalmente no índice cheio. O PPI avançou 1,8% em junho, sucedendo o resultado de 1,4% em maio. Já o núcleo se mostrou comportado, enquanto as commodities (petróleo e alimentos) puxaram a inflação.
Para economistas da corretora Gradual, a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) vá aumentar os juros, para conter a escalada inflacionária, joga mais pessimismo no setor bancário. "Se o Fed fizer o aumento da taxa, os custos bancários irão aumentar, deteriorando de vez os balanços dos bancos" estimam. Desde outubro de 2007, as bolsas mundiais perderam cerca de US$ 13 trilhões.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
