Somatória de fatores leva índice a 3° queda seguida
Dentre os fatores externos que puxaram para baixo o índice estão queda das commodities, discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e preocupações com o setor financeiro norte-americano. Já no front doméstico, os investidores estão preocupados com a alta dos juros, inflação e possível aprovação do imposto conhecimento como Contribuição Social da Saúde (CSS).
'Há uma tendência de queda no curto prazo. Daqui para frente, o mercado ficará atento, mês a mês, à evolução dos índices de inflação, indicadores externos e situação do setor financeiro norte-americano, que, recentemente, tem dado novos sinais de fraqueza', afirma Luiz Roberto Monteiro, analista de investimentos da Corretora Souza Barros.
Por aqui, os papéis da Petrobras e Vale repercutiram, negativamente, a queda das commodities no mercado internacional. O preço do barril de petróleo fechou próximo a US$ 122. Durante a manhã, o Departamento de Energia dos Estados Unidos divulgou que os estoques da commodity recuaram em 4,8 milhões de barris na semana passada, enquanto que o esperado era de um avanço de 600 mil barris.
Os investidores também aguardam a divulgação da nova taxa básica de juros brasileira. Apesar de alguns economistas apostarem em alta de 0,75 ponto percentual (p.p), a maior parte dos analistas continua acreditando em aumento de 0,50 p.p. dos juros. Atualmente a Selic está em 11,75% ao ano.
No mercado externo, as praças acionárias de Wall Street operaram na primeira etapa dos negócios em alta, puxadas pela divulgação de alguns indicadores econômicos positivos. Mas, após discurso de Bernanke, os índices acionários, exceto Nasdaq reverteram tendência. O presidente do Fed afirmou que a economia dos Estados Unidos passa por um "grave choque causado pelo petróleo. Ele também mencionou o nível da inflação, que hoje é "significativamente mais elevado do que desejaríamos".
Dentre os destaques positivos do Ibovespa, estão Cyrela ON, que subiu 3,79%, a R$ 11,50; Copel PNB, que avançou 2,94%, a R$ 30,45; e Sabesp ON que registrou alta de 2,84%, a R$ 42,01. No sentido oposto, Petrobras PN caiu 4,62%, a R$ 45,26; Usiminas ON recuou 4,05%, a R$ 82,52; e Usiminas ON registrou queda de 4%, a R$ 83,40.
Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Ibovespa com vencimento em junho registrou queda de 2,4%, a 68.700 pontos.
(Vanessa Correia - InvestNews)
