Para Ibef, Copom foi cauteloso
"Em função desse aumento feito pelo Copom e das medidas propostas pelo governo para conter a inflação, a elevação da selic continuará sendo feita pelo Banco Central, em um patamar menor", diz o presidente do Conselho de Administração do instituto, Walter Machado de Barros.
Segundo Machado, "certamente o grau de investimento concedido também pela Fitch contribuirá para o BC rever os próximos reajustes da Selic. Não descartamos que isso venha a ocorrer já no encontro do Copom em julho", afirma.
Conforme as avaliações feitas pelo Ibef, mesmo a piora do cenário de inflação, com a persistência dos preços das commodities em alta e a demanda doméstica em expansão, não seriam motivos suficientes para um aumento do ritmo de alta. "A economia adicional anunciada pelo ministro Guido Mantega 'jogou a favor' da manutenção do ritmo", acrescenta Machado.
O ministro da Fazenda anunciou oficialmente na última sexta-feira que o governo fará uma economia adicional de 0,5% do PIB, "exatamente para ajudar na política anti-inflacionária. Diante disso já trabalhávamos no Ibef com a elevação da taxa em mais 0,50 pp., como medida suficiente para conter a atual pressão inflacionária, ainda sustentada pelo setor de alimentos", completa.
Ao lado deste novo ciclo de alta da taxa Selic, ainda segundo Walter Machado de Barros, com a elevação da nota de risco do Brasil para grau de investimento, anunciada pela agência Fitch, "a questão do câmbio ganha ainda mais importância. A tendência de valorização do real ficou ainda mais acentuada e merecerá, por parte das autoridades monetárias, cuidados ainda maiores nos próximos meses".
(Redação - InvestNews)
